O símbolo foi escolhido segundo as palavras de Aristóteles, onde uma pluralidade é aquilo que é potencialmente divisível em partes descontínuas (me syneches). Assim, plethos é a quantidade (poson) discreta e numerável que contrasta com a quantidade contínua e mensurável que é magnitude (megethos).
O símbolo representa na matemática o infinito (infinitus - sem limites, sem fronteiras), que segundo Kant traduz a grande quantidade e diversidade de conhecimentos existentes, nos colocando, enquanto seres humanos, limitados diante deste ‘todo ilimitado’. O mundo, que segundo Wittgenstein, ‘é a totalidade dos fatos’; revela-nos assim ser a ‘representação que temos mediante a vontade’ (Schopenhauer) expressa na tentativa de desvendar este infinitus, porém, só conseguimos concebê-lo por alguns fatos que o compõe.
Então, nossa proposta no PLETHOS é a de concebermos que estamos diante deste infinito, e o enxergamos como somas de quantidades discretas, discutindo suas partes, mas sem nos afastarmos do fato de que este mesmo ‘quantum’ (quantidades) que estudamos não está separado do todo. As somas destas discretas quantidades convergem para um ponto comum, que é o centro de simetria e o cruzamento das mesmas, fazendo assim nascer o “χ (qui)” no seu centro de expansão, símbolo da multiplicação que gera a integração e aumento das partes envolvidas, as quais sempre retornam ao ponto central, num contínuo ciclo sem fim, ou parafraseando Nietzsche, “em um Eterno Retorno”.
